Se eu sou uma garota louca, o que ele é? Uma pessoa que mal tem neurônios suficientes pra se enquadrar em qualquer grupo que não seja de deficiência mental? Eu pelo menos sei o que faço.
- Eu estou fazendo uma coisa de útil, me afastando de você e esse seu cabelo ensebado. - Seria mais útil ainda se ele tivesse tido a sensibilidade de colocar a porcaria da lata na lixeira! E eu não sei da onde ele tirou essa fantasia sobre o meu cabelo, melhor mesmo é ignorar os comentários sem nexo dele - não me afetam nem um pouco.
- Como você disse: Eu sou um Hillebrand. Sou rico, e não preciso disso pra subir na vida. - Meus olhos deviam estar faiscando. Mas antes que eu pudesse responder qualquer coisa - e a resposta, muito boa, já estava toda formada na minha mente - ele fez aquilo de novo, jogou a latinha no chão outra vez. - E agora, o que a super-vegan vai fazer? - Violência contra animais é crime, portanto eu não poderia fazer o que eu realmente devia.
- Eu vou te dizer apenas o seguinte: Dinheiro acaba fácil, sobrenome não significa nada, fama na escolinha não é útil. Você acha mesmo que alguém vai te sustentar pela vida inteira? Acha que vai se casar com uma mulher linda e rica se não começar a agir diferente? Acha que vai ter a casa dos sonhos da Barbie na colina Arco-Íris? Que não estudando vai ter uma profissão que dê muito dinheiro? Poupe-me de sua incapacidade de ver a vida com nitidez, principezinho. - Ninguém deve ter sido sensato o bastante para falar isso alguma vez na vida para ele. Respirei fundo, falar tudo aquilo tinha aliviado um pouco a raiva.
Que garota mais antipática. Preciso me lembrar de avisar a Lilah sobre os perigos de andar com a Ivanna. Além de se vestir mal, agia como soubesse viver. Eu não quero alguém assim por perto. Me impedindo de fazer isso ou aquilo. Revirei os olhos enquanto ela falava aquelas baboseiras. E como fala.
Inclinei a cabeça pra trás me afastando dela. Ouvi falar que ela era toda natureba, vai que não escovava os dentes. E o bafo de leão? Melhor prevenir, vai que né. Ela falou sem gaguejar. Como se houvesse decorado aquilo como um mantra. Bem capaz vindo de uma garota como ela. Cruzei os braços e a ouvi atentamente. Teve uma hora que até olhei no relógio pra ver as horas, apenas por provocação.
- Já terminou? Porque eu tenho coisas melhores pra fazer. E você já gastou muito tempo da minha vida por causa de nada. - Dizia me referindo a maldita lata de coca. Maldita hora em que eu fui cruzar o caminho dela. Dei um passo pra frente, ainda com os braços cruzados e uma das mãos levantada na altura do queixo.
- Pra começar, eu não escutei nada do que você disse e nem quero saber. Eu tô me lixando pra o que você pensa de mim. Eu não vivo do ibope de pessoas como você. - Dei uma piscadela e fiz um barulho com a boca e acenei com a cabeça. - Quem é você… - E dei um leve cutucão no seu ombro. - Pra me dizer como agir? Ta incomodada com a minha atitude? Se mude… é o melhor que tu faz. Vai fazer um grande favor pra Delilah. Ela não precisa de você. Só de mim. Eu a ajudei a chegar onde ela está agora.
Eu só queria um dia normal, e nem precisava ser perfeito. Era só a Ivanna não ter cruzado meu caminho. Ela me irrita ao...
- Já terminou? Porque eu tenho coisas melhores pra fazer. E você já gastou muito tempo da minha vida por causa de nada....