Algumas compras foram necessárias naquele dia, minha mãe disse que não importava eu não gostar de ir a lojas, eu precisava trocar muitas peças. Joan deu-me o dinheiro, apesar de minhas reclamações, e recomendou que eu almoçasse fora - iria, aparentemente, fechar negócios para abrir um novo restaurante e não teria tempo para me dar atenção, uma pena eu saber que é um novo namorado. Não posso negar, estou muito acostumada com Joan, os dias chegam a ser divertidos quando não resolve ser minha dona em lugar de ser minha mãe, a minha vida está se descomplicando aos poucos e, se eu me permito, a próxima meta é conciliar meus pais para que possam ser bons amigos - o casamento já não tem mais volta.
Escolhi um restaurante já conhecido por sua grande variedade de pratos para vegetarianos, mas não podia evitar o desejo de ir para casa - precisava, mais tarde, terminar também um trabalho de fotografia. Com as sacolas de roupas ao chão, uma, aliás, com um presente para Joan - comprado com seu próprio dinheiro, mas eu esperava que a mulher simplesmente ignorasse isso -, eu estava sentada em uma mesa próxima a janela. Bebia água quando, desagradavelmente, fui empurrada para frente e me engasguei. Tossi muito, mas pude escutar a voz irritante, que me atordoa a muito tempo, de Declan. E a pergunta de sempre: Como pôde Lilah virar amiga deste traste?
- Hillebrand! - Sibilei com a raiva me subindo a cabeça. - Tenho certeza de que foi sem querer. - Ironizei enquanto me levantava da cadeira para limpar um pouco de molho da calça e olhando para o rosto do imbecil, capaz ainda de colocar um sorriso no rosto.
O loiro nem se preocupou com a fúria da garota que se levantou para se limpar. - Que drama Ivanna, nem se sujou. - Ele disse tentando demonstrar um pouco de afeto com ela. E foi logo puxando uma cadeira e se sentando junto à mesa com Ivy. Um garçom que passava, olhou a cena dos dois e ainda próximo, foi chamado por Declan. - Você poderia me trazer o cardápio, vou me juntar à minha amiga e comer… - Olhou para a garota e sabia que ela era vegetariana. Era a deixa preferida de Declan. zombar de Ivanna por não comer carne. - É óbvio que eu não vou comer o mesmo que ela. Não sou mais criança pra acreditar no conto do popeye, que um ramo de folhas vai me deixar mais forte. - Abriu um sorriso cínico para a mesma. - Eu vou querer carne. - E disse ao garçom, antes mesmo que ele pudesse trazer o cardápio e/ou anotar seu pedido.
Ele foi assim. Ao mesmo desde quando se lembra. Esse jeito todo de se impor com as pessoas, fazendo-as pensar que ele é quem manda ali e tem poder sobreano sobre todos. Pura enganação. Se ajeitou na cadeira e tirou o celular do bolso, abrindo o aplicativo de um jogo não finalizado de angry birds. - Sabe Ivy, eu te admiro! Ser uma revolucionária como você, defender as causas nobres da natureza como algo que você realmente acredita, e ainda ter tempo de comer em um lugar desses sem ao menos se perceber que você não toma banho, é de se admirar. - Levantou a cabeça em sua direção, e mostrou um sorriso escondendo seus dentes franzindo toda a sua bochecha. - Oh, três estrelas, três estrelas… - Ele disse como um mantra, ao voltar a se concentrar em seu joguinho.
Ele ficou parado por um instante, fixando o seu olhar naquele homenzinho do sinal. Assim que mudou da cor vermelha para o verde, ele atravessou a rua em passos largos. E uma voz o chamava ao celular. - Sim, estou aqui. Estava atravessando a rua. - Ele disse colocando seu aparelho celular perto da boca e ouvido. Com a outra mão, colocava no bolso, tentando se aquecer da brisa que fazia naquela tarde. Ele falava com Derek, seu irmão mais novo. E contando as novidades de sua nova vida. Andando na calçada e olhando para as lojas - e mulheres que passavam - esquecia de responder seu irmão. - Ah sim… eu não tenho falado com a mamãe ultimamente. - Ele coçou a cabeça. Declan não tinha um relacionamento bom com a mãe, imagine agora que estava a milhas de distância.
Recebeu uma bronca do irmão mais novo e tirou o telefone do canto da orelha, conseguindo escutar sua bronca de longe. Isso sempre acontecia, e Derek sempre estava com razão. Sempre. Virando para o lado, ele teve uma surpresa. Em uma das janelas, conseguiu observar uma conhecida um pouco, agradável de se conversar. E Declan não poderia perder a oportunidade de cutucar a onça com a vara curta. “Sem trocadilhos.” - Derek, depois te ligo. - E desligou o celular, antes mesmo que o outro respondesse. Entrou no restaurante sem ligar para a recepcionista, que passou despercebido. Passou por entre algumas mesas, até quando esbarrou na cadeira de uma garota, a fazendo ir para frente com o impacto. Era isso que ele queria. - Me desculpe, não foi a minha intenção. - Ele disse se virando para a garota com um sorriso cínico estampado. Declan estava na ativa outra vez.
Rawr! E uso meu feitiço para revelar sua identidade, anon.

goodbye 90210 ★ top five characters
2. Liam Court
É disso que eu preciso, Sofia sorriu, após o terceiro shot de tequila. Já se sentia com aquela sensação corriqueira de felicidade instantânea e sem motivo. O tipo certo de felicidade, já que, do seu ponto de vista, não é preciso uma razão para se estar feliz. E, caso precise, a dela se resume a uma simples dose de álcool no seu sistema. Mais que uma dose, realmente, para sentir a felicidade, mas a ideia é essa.
Deu um passo para longe do balcão e encontrou com alguém que sabia o seu nome. Sofia não sabe o nome de ninguém. Pode até tê-lo visto em algum lugar, conversado, pode até ter ficado com ele, mas nada disso foi importante o suficiente para que ela conseguisse lembrar o nome dele agora. Há a possibilidade de ela lembrar mais tarde, quando a cabeça estiver mais aberta. - A minha identidade diz que sim - ela riu, fazendo sinal para o homem atrás do balcão, desta vez pedindo por dois shots. Sabia ter visto o garoto na Spring Art, com certeza. Não é um estranho. - Vem, não é educado deixar uma dama beber sozinha. - Pegou a dose no balcão e deu para o outro, virando a sua própria.
- O que você está fazendo aqui? - Indagou. Ele é bem mais alto que ela. Dado o álcool no seu sistema, olhar para cima já é uma atividade um tanto complicada de se exercer. - Eu vim aproveitar a vida - respondeu antes que ele pudesse perguntar qualquer coisa, virando-se para pedir outra dose. Ainda estava bem, sua voz continuava serena. Demoraria mais uns dois shots até que ela começasse a trocar as palavras.
Declan balançou a cabeça concordando com Sofia. Ele riu do senso de humor dela. - Sua identidade? E quanto você pagou por ela, Sofia? - Continuou na mesma, até que a garota o convidou a tomar uma dose com ele. Bom, ele já havia terminado sua resenha, e há uma hora dessas da noite, não iria matar uma saideira com Sofia. - Damas costumam ser mais… - E Sofia entregou o pequeno copo para Declan e virou outro a baixo. - Gentis! - Ele ficou impressionado com a atitude da garota. Se as garotas da sua idade tivessem metade do senso de Sofia, ele estaria muito melhor do que agora.
Sem outra escolha, seguiu a atitude da garota, mandando ver na bebida. Mas ele não virou com tudo, dividiu em dois goles, deixando a outra metade para logo mais. Ele sabia se comportar e não estava afim de chegar em casa bêbado ou bater o carro em um poste. Engoliu a bebida e olhou um pouco para baixo. Ela o olhava de cima. - Eu estava terminando uma resenha da Universidade e o único lugar sossegado que eu encontrei foi aqui. Você sabe o que é Universidade, não sabe? - Ele inclinou a cabeça para baixo, tentando falar o mais próximo de seu ouvido.
Aproveitar a vida. Delcan relembrou da sua adolescência, não que passasse muito tempo, mas ele era - ou ao menos tentava - ser outro cara. Um homem maduro dessa vez. - Aproveitar a vida, hum? - Ele olhou em seus olhos. - Não acha que a vida é mais do que tomar um porre numa noitada? - E virou o copo mais uma vez, acabando com o restante da bebida. - Oh, me desculpe. Esqueci que você ainda está no ensino médio e tudo pra vocês é festa e gritaria. - Ele concluiu. Do jeito cínico e irritante, Declan de ser. Arqueou a sobrancelha, queria ser indagado e subestimar mais os pontos de Sofia.
Eu não sou milho pra agradar todas as galinhas!
Não entendi a parte que um cara que se diz hétero fala recalque. Nem pense nisso, não sei o quê tem na cabeça das pessoas, você um idiota me beijou e todo mundo acha que eu ganhei na loteria e você de todas essas pessoas precisa de uma dose de semancol.
Tudo bem Grace, já vi que você é difícil de lidar. Quando quiser tirar o seu stress, passa em casa. Tem um presente pra você na minha cama.

Escola, estudos, escola e estudos. Se a Sofia do ano passado desse uma olhada na Sofia desse ano, teria vergonha. Até Charles já comentou sobre como está apreciando a mudança de comportamento da filha. O que é um terror. É um sinal de que ela, de fato, está diferente. Por isso ela parou e pensou. Ainda estão no terceiro mês de aulas. Há tempo de sobra para aproveitar e voltar a prestar atenção nos assuntos. Deve ser o que as outras pessoas fazem. De que outra forma elas viveriam, só estudando? Isso está longe de ser vida e vai enlouquecer Sofia.
Ela pegou um táxi da S.A. para o centro de Londres. Nas férias Isles até considerou pedir um carro, mas não se vê dirigindo por aí. Fora que seu pai acharia que ela quer fugir outra vez. Nem tão cedo ela vai conseguir um automóvel. Desceu no pub algum tempo depois, tendo passado o caminho todo ouvindo jazz. Sorte de ter um taxista com um gosto bom para música. Sofia normalmente não presta atenção em estilos de música, mas ultimamente bastante sobre si vem mudando. Este sendo um dos aspectos.
Precisou apresentar sua identidade falsa na entrada, mas esses lugares nunca prestam atenção de verdade nos detalhes. Na foto, “Sofia” é loira. Caminhou direto para o bar, e o homem atendendo franziu a testa daquele jeito que todos eles fazem por Sofia não aparentar ser maior de idade. E, como de costume, deixou para lá e foi perguntar o que ela queria. Para começar, Sofia pediu uma dose de tequila. Virou o copinho assim que ele foi deixado no balcão.
Declan passou a manhã um tanto quanto aflito. Ele simplesmente esqueceu de entregar uma resenha para seu professor, e foi o único da sala a ficar com nota baixa. Depois de choramingar e pedir para que a data fosse adiada, ele conseguiu uma nova data. Na verdade, não era nenhum um prazo tão longo. Mas ele precisaria entregar na próxima aula, que seria dentro de dois dias. Ele aceitou, o prazo. Não tinha como negar.
Saiu da SAU decidido que iria cumprir o prazo. Mas não conseguiria se concentrar em casa. Era dia de ensaio do Peter, e como o combinado, Declan teria que fazer o mínimo de silêncio. Então, Delcan teria que ficar o máximo afastado de casa. E só teria um lugar na cidade que ele poderia se concentrar. Havia um bar ali perto que ele poderia se focar na resenha. Estacionou o carro na guia e caminhou para a entrada. Teve que apresentar a identidade, e ele revirou os olhos. - Qual é, eu preciso disso? - Ele reclamara na entrada e logo fitou um olhar para o segurança.
Se acomodou em uma mesa no canto, onde colocou seu notebook em cima e começou a digitar sua resenha. Pediu apenas um refrigerante, queria ficar com a mente limpa para poder processar bem. Nem parecia o Declan de sempre. E depois de horas ali sentado, conseguiu concluir seu trabalho. Salvou o arquivo e espreguiçando os braços ao ar, estava decidido a sair dali e voltar para casa. Isso se não fosse o rosto familiar adentrando ao bar. Fechou seu notebook e o tomando pela mão, caminhou até a garota. - Sofia, você tem idade pra estar aqui? - Indagou o garoto encostando no balcão.